quarta-feira, 12 de abril de 2017

Apresentação

Já faz um pouco mais de um ano que eu comecei a trabalhar no Laboratório de Entomologia de Guapimirim. Eu nunca havia trabalhado com isso antes - na verdade eu nunca havia trabalhado com nada porque esse é meu primeiro emprego - nem sequer estagiado, nada, tudo que eu conhecia de entomologia era das aulas da faculdade mesmo e de estudar para concursos. Portanto, entrar nesse laboratório foi um enorme desafio!
Eu precisei voltar aos estudos com afinco nessa área, principalmente os culicídeos - mosquitos - que são o "carro-chefe" do laboratório, em especial o Aedes aegypti.
Com o tempo, como boa bióloga, eu percebi que um mundo de possibilidades se abriu para mim, sendo Guapimirim uma espécia ainda com boa parte de sua área coberta por vegetação e pesquisar as diversas espécies de mosquito que existem aqui se tornou, além de tudo, uma grande diversão para mim!
Acontece que eu simplesmente nunca estudei sobre culicídeos, o que significa que eu precisei aprender tudo do zero. Identificar uma larva de Aedes aegypti, uma pupa, um alado, correr a chave de identificação, quebrar a cabeça, depois fazer isso com todas as outras espécies, quebrar a cabeça mais ainda... E claro, preciso dizer que o coordenador do laboratório desde o início deixou à minha disposição tudo que eu precisasse ali, livros, materiais, tudo e, claro, as dúvidas que eu tivesse, ele sanaria sem problema nenhum, mas estudar e querer aprender dependeria sempre de mim.
Com o tempo, muito,
muito tempo olhando e olhando e olhando as larvas, eu consegui aprender bastante coisa. O problema é que existem milhares de espécies de mosquitos e, infelizmente, nosso laboratório não tem uma biblioteca vasta repleta de artigos e livros. Assim, muitas vezes eu esbarro em uma espécie e simplesmente não consigo sair do gênero por falta de uma chave de identificação.
Assim, eu cheguei naquele ponto que preciso ir atrás de bibliotecas de instituições para tentar ter acesso a esse material.
Enquanto isso, a internet, claro, tem me dado um grande apoio. Só que eu percebi que existem pouquíssimas imagens de larvas e alados de espécies que não sejam assim tão conhecidas por não terem muita importância médica como vetores de doenças.
Então resolvi que eu vou tentar colaborar com algumas imagens que eu conseguir no laboratório e, quem sabe, ajudar novos pesquisadores como eu, ainda um pouco perdidos neste vasto mundo dos culicídeos.

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