Estivemos fazendo coletas em algumas bromélias em condomínios mais próximos da mata e apareceram diversas larvas de Microculex! São, como o nome mesmo já diz, muito pequenos e se alimentam de animais de sangue frio, logo não tem importância médica para nós. Mas são extremamente fofos!
quarta-feira, 19 de abril de 2017
Microculex
Estivemos fazendo coletas em algumas bromélias em condomínios mais próximos da mata e apareceram diversas larvas de Microculex! São, como o nome mesmo já diz, muito pequenos e se alimentam de animais de sangue frio, logo não tem importância médica para nós. Mas são extremamente fofos!
Wyeomyia
Um dos gêneros que tem me dado mais trabalho (e mais diversão) é o gênero Wyeomyia. São da tribo Sabethini, menos coloridos que seus primos mais famosos do gênero Sabethes (conhecidos transmissores de febre amarela) e, no entanto, mais comuns de serem encontrados, especialmente aqui no centro de Guapimirim, em bromélias.
De todas as larvas coletadas até agora, eu consegui chegar a pelo menos 3 espécies diferente, que eu estou tratando como Wyeomyia sp1, sp2 e sp3.
O mais complicado das simpáticas Wyeomyias é que eu ainda não consegui uma chave para identificar as espécies brasileiras e tenho me virado com uma chave de espécies de culicídeos da Venezuela e artigos avulsos descrevendo espécies novas, que eu encontrei disponíveis na internet. Como não tem muita importância médica como vetores de arboviroses, acabam ficando meio de lado.
Abaixo algumas fotos da Wyeomyia que eu chamei de sp2 e que estou quase certa que é desta espécie Wyeomyia mitchellii.




De todas as larvas coletadas até agora, eu consegui chegar a pelo menos 3 espécies diferente, que eu estou tratando como Wyeomyia sp1, sp2 e sp3.
O mais complicado das simpáticas Wyeomyias é que eu ainda não consegui uma chave para identificar as espécies brasileiras e tenho me virado com uma chave de espécies de culicídeos da Venezuela e artigos avulsos descrevendo espécies novas, que eu encontrei disponíveis na internet. Como não tem muita importância médica como vetores de arboviroses, acabam ficando meio de lado.
Abaixo algumas fotos da Wyeomyia que eu chamei de sp2 e que estou quase certa que é desta espécie Wyeomyia mitchellii.




segunda-feira, 17 de abril de 2017
Toxorhynchites
Toxorhynchites é um gênero de mosquitos muito interessante. Primeiro porque as larvas são predadoras de outras larvas! E a maneira que eu descobri isso foi, justamente, quando as outras larvas que estavam no mesmo recipiente começaram a sumir. Isso foi depois de um tempo que eu já estava no laboratório, quando eu comecei a trazer larvas vivas para aprender mais sobre a biologia dos mosquitos, principalmente as que vinham de bromélias.
Depois desse dia, eu fiquei encantada com essas grandes larvas predadoras, mas infelizmente boa parte delas morreu, poucas chegaram a pupa e só uma eclodiu, sendo, para meu azar, durante um fim de semana prolongado (vulgo feriadão) e quando eu voltei ela já estava se decompondo na água - foi nesse dia também que eu aprendi a deixar as pupas no insetário, que é próprio para isso, em vez de deixar no pote com tela.Há cerca de uma semana, novamente, consegui pegar uma larva em uma bromélia e essa estou tendo bastante cuidado, principalmente usando só água coletada de bromélia (junto com substrato) e sem colocar ração, deixando as condições bem próximas das naturais.
Assim, depois de voltar do feriado da semana santa, constatei, feliz, que minha larvinha predadora estava vivinha da silva e sem nenhuma outra larva no recipiente (ela fez a limpa!) e, como já está bem grandinha, coloquei umas larvas grandinhas de Aedes e Limatus. Não passou nem um minuto inteiro e ela já tinha pego a primeira! A bichinha estava mesmo com fome! Uma meia hora mais tarde, ela já estava na segunda e esta eu consegui filmar um pedacinho, pena que a qualidade não ficou boa.
Agora estou ansiosa para ver se consigo fazer essa menina (ou seria menino?) chegar até a fase adulta e, de quebra, pegar as exúvias de larva e pupa para montar umas lâminas!
quarta-feira, 12 de abril de 2017
Apresentação
Eu precisei voltar aos estudos com afinco nessa área, principalmente os culicídeos - mosquitos - que são o "carro-chefe" do laboratório, em especial o Aedes aegypti.
Com o tempo, como boa bióloga, eu percebi que um mundo de possibilidades se abriu para mim, sendo Guapimirim uma espécia ainda com boa parte de sua área coberta por vegetação e pesquisar as diversas espécies de mosquito que existem aqui se tornou, além de tudo, uma grande diversão para mim!
Acontece que eu simplesmente nunca estudei sobre culicídeos, o que significa que eu precisei aprender tudo do zero. Identificar uma larva de Aedes aegypti, uma pupa, um alado, correr a chave de identificação, quebrar a cabeça, depois fazer isso com todas as outras espécies, quebrar a cabeça mais ainda... E claro, preciso dizer que o coordenador do laboratório desde o início deixou à minha disposição tudo que eu precisasse ali, livros, materiais, tudo e, claro, as dúvidas que eu tivesse, ele sanaria sem problema nenhum, mas estudar e querer aprender dependeria sempre de mim.
Com o tempo, muito,
muito tempo olhando e olhando e olhando as larvas, eu consegui aprender bastante coisa. O problema é que existem milhares de espécies de mosquitos e, infelizmente, nosso laboratório não tem uma biblioteca vasta repleta de artigos e livros. Assim, muitas vezes eu esbarro em uma espécie e simplesmente não consigo sair do gênero por falta de uma chave de identificação.
Assim, eu cheguei naquele ponto que preciso ir atrás de bibliotecas de instituições para tentar ter acesso a esse material.
Enquanto isso, a internet, claro, tem me dado um grande apoio. Só que eu percebi que existem pouquíssimas imagens de larvas e alados de espécies que não sejam assim tão conhecidas por não terem muita importância médica como vetores de doenças.
Então resolvi que eu vou tentar colaborar com algumas imagens que eu conseguir no laboratório e, quem sabe, ajudar novos pesquisadores como eu, ainda um pouco perdidos neste vasto mundo dos culicídeos.
Assinar:
Comentários (Atom)

